O Hóquei Clube da Mealhada,
foi fundado em 01 de Setembro de 1971 e a tomada de posse dos primeiros corpos gerentes, aconteceu em 10 de Junho de 1972. Durante esse espaço de tempo, o Clube foi dirigido por uma Comissão Organizadora.
O campo de treinos e os balneários eram uma eira, nas Pedrinhas, numa propriedade do presidente da Direcção, Dr. José Vigário. Mesmo sem pavilhão, a equipa de juniores, que actuou nesse primeiro ano, conquistou a I Taça Distrito de Aveiro.
Por falta de condições mínimas para a prática da patinagem e por falta de suficientes apoios das entidades oficiais, o
Hóquei Clube da Mealhada cessou as actividades desportivas até 1985, ano em que regressou às competições.
Hoje o H.C.M.
continua em actividades, prestando deste modo um importante serviço à comunidade, especialmente às camadas jovens. Utiliza o moderno Pavilhão Gimnodesportivo Municipal, e regista já no seu palmarés, muitos triunfos, que valorizam e enriquecem a Mealhada.
O H.C.M. tem em funcionamento escolas de patinagem onde dezenas de crianças, de ambos os sexos, aprendem a patinar.
Daí saíram os cerca de 100 atletas que actualmente disputam as provas federadas em todos os escalões etários, desde infantis a seniores onde se inclui uma equipa de Hóquei feminino.
Desde a época de 1996/1997 que o
H.C.M. tem a disputar provas oficiais na modalidade de Voleibol com escalões femininos.
O
H.C.M. para além das classes de Hóquei infantil, juvenil e adultos m/f dispõe também de outras modalidades, nomeadamente:
Ballet classe iniciação, Ginástica, Voleibol, Danças Latinas e
Karate.
Portugal é um jardim à beira mar plantado, para tal, contribuem os belos e inúmeros rincões do nosso País, que constituem autênticos canteiros de variadíssimas espécies.
É exemplo disso, a luxuriante "Mata" situada em plena serra do "Buçaco" que tem um misto de sonho e realidade, pois mais parece um lugar paradisíaco.
A serra do "Buçaco" protege sobranceiramente a Região Bairradina, igualmente famosa pelos seus abundantes vinhedos.
O actual Concelho da Mealhada, faz parte integrante da Bairrada e espaira-se numa das faldas da serra do Buçaco, situando-se numa zona geográfica invejável, perto de grandes centros, do interior e do mar, servida por várias vias de comunicação.
No entanto este Concelho ganhou Foral Manuelino em 1640, sendo portanto um Concelho novo.
A zona onde actualmente se encontra a Sede do Concelho, era pantanosa e povoada de javalis, que se acoitavam na vegetação luxuriante, que consta ter existido, cuja espécie mais conhecida é o loureiro.
A este assunto nos referiremos mais tarde quando tratarmos da Mealhada já como concelho.
De facto, desta localidade só há conhecimento a partir do século XVI, quando um pintor de renome por aqui passou e resolveu imortalizar esta terra, em pintura a óleo.
Nos primórdios da Nacionalidade Portuguesa, existia um Mosteiro na actual Vacariça, que era o único duplex, existente na Península Ibérica. Este Convento teve muita importância na região, pois os seus frades e freiras, dedicavam-se à agricultura e à pastorícia. A actual ribeira da Vacariça é obra sua e a educação de quantos procuravam a proximidade do Mosteiro para se protegerem de malfeitores, foi também da sua responsabilidade.
Foi assim, que se foram formando os povos, normalmente à volta do Convento. Outras terras mais antigas como Vimieira, Pedrulha Casal Comba, Ventosa do Bairro já existiam. Normalmente os povos agrupavam-se em sítios altos e foram-se aproximando gradualmente da planície iniciando-se assim a captura de javalis, assando-se em espetos, feitos de pau de loureiro.
O rio Certoma nascido da outra falda da Serra do Buçaco era, outrora, caudaloso e navegável. A ponte de Viadores foi provavelmente um ancoradouro.
O rio foi ficando cada vez mais reduzido, os terrenos pantanosos começaram a diminuir e, eis que surgem, as grandes vias de comunicação: Estrada Olipio-Bracara ( estrada romana que ligava Lisboa a Braga ) e uma estrada militar que ligava aquela grande via ao interior e que cruzavam nesta zona.
Mealhada Má é o primeiro nome que aparece nos livros de História, chamando-se assim pela temeridade em pisar estes caminhos devido a malfeitores que abundavam nesta região.
Mais tarde os frades da Vacariça recebem outros religiosos, de uma Ordem diferente, que vinham a mando do Papa para se instalarem na região, tão abundante em água e pastagem.
A nova ordem denominada "Carmelitas Descalços" procurava sítio para se instalar quando deparou ao subir o sopé da Serra do Buçaco, que tinham encontrado um sítio único para viver dentro da sua ideologia ou seja: belo, tranquilo e desabitado. Construíram o seu Convento, hoje quase totalmente absorvido por essa soberba obra de Estilo Manuelino que é o "Palace do Buçaco".
Os frades dedicavam-se ao plantio de árvores, criando a frondosa "Mata do Buçaco" e circundaram-na com um altíssimo e resistente muro que ainda hoje existe para exemplo do espírito de paciência dos seus executores. São também da autoria dos Carmelitas a construção das Capelitas que dispersas pela Mata, relatam a vida de Jesus e que serviam para os mesmos praticarem a "Via Sacra".
A Serra do Buçaco foi séculos mais tarde palco e cenário de uma importante batalha, ( Batalha do Buçaco, 27 de Setembro de 1809, entre o exército Francês invasor, e o exército Anglo-Português ), batalha que teve enorme influência histórica na vida de Portugal, França e Inglaterra.
O tempo vai passando e a construção do caminho de ferro que passa quase no traçado da já citada via Olisipo-Bracara ( testemunho disso é o marco "Miliário" que se encontra no átrio do edifício dos Paços do município e que marcava a distância em milhas ) contribuiu para que a Mealhada dê origem a um povoado que vai crescendo e arranjando estruturas próprias.
O javali quase desapareceu, dizimado pela população que abandona os seus despejos na terra, fiel depositário dos estragos do tempo e da mão do homem. São as ruínas da Vimieira que põem a descoberto, além de outras coisas, enormes quantidades de dentes de javali.
Os povos passam de um estado quase selvagem para uma vida sociável que chega ao ponto de domesticar animais e, é assim, que aparece o "porco", parente afastado do javali ou talvez este domesticado. E assim, volta-se ao velho hábito de assar animais em espeto de pau de loureiro.
Há falta de javalis, mas existe o porco e mais tarde o leitão.
E assim nasceu o leitão assado à Bairrada e a Mealhada começa a ser mundialmente conhecida como a sala de jantar de Portugal.